Em uma manhã como qualquer outra, resolvi ir ao mercado da cidade. A cidade estava tranquila como sempre.
Ao chegar, vi que Rebecca, não estava mais lá, mas juro que não fui eu. (risos).
Comecei a caminhar por todo mercado para ver o que eu precisava.
Coloquei no cesto de compras, torradas light, chá de camomila, cookies de chocolates, alguns litros de leite e meus deliciosos brioches.
Na gôndola de ferramentas em geral dei uma boa olhada. Ali havia muitas coisas que eu iria precisar.
Interruptor de luz não precisava, lâmpada tão pouco.
Eu tinha velas, muitas velas, já era o bastante. As de sete dias, duravam muito mais.
chave de fenda, alicate de cabo, punhados de pregos pequenos, alicate para crimpagem para colocar os dedinhos mindinhos se eu precisasse tirar alguma informação das garotas. Superbonder para colar a nuca, antebraços, costas e a parte posterior das pernas em alguma cadeira de madeira.
Tesoura de ponta, fita crepe e fita isolante para sustentar algo, lixa número 20 a mais grossa para tirar os excessos, fita Hellermann, famoso (enforca gato) para emergências e teimosas momentâneas, serrinha para cortar ferros, saca rolha para tirar rapidamente a beleza muito exagerada.
Encontrei um belo martelo. Forte, grande e robusto.
Comecei a socar o ar, como se quisesse testá-lo. Sem que eu desse a mínima, havia um senhor ao meu lado.
Comecei a socar o ar, como se quisesse testá-lo. Sem que eu desse a mínima, havia um senhor ao meu lado.
Terno de feltro marrom, um metro e noventa, somente dez centímetros a mais do que eu. Cabelos brancos penteados dos lados com gel incolor. Emanava um cheiro de colônia desodorante de lavanda. Cheiro agradável, mas logo me enojei.
Ele sem ser chamado, logo me perguntou sorrindo.
-É carpinteiro amigo?
-Não. - Respondi sem o encarar. - Continuava a socar o ar com o martelo.
Escolhi mais uma ou duas coisinhas e aquele velho com aquele sorriso de querer fazer amigos do meu lado. Aquilo começou a me irritar.
"Não gosto de falar com ninguém, droga, eu estava aqui sozinho, sem mexer com ninguém. Porquê? Por que, ele tinha de vir até aqui? Por que veio falar comigo? Porquê? Maldição!" Eu pensava.
-Ah, então irá fazer trabalho de marcenaria, amigo?
-Não. - Respondi novamente sem o encarar.
-Você trabalha com o quê amigo? - O velho perguntou com um sorriso no rosto.
Enquanto ele esperava a resposta, coloquei o martelo no cesto de compras que com certeza usaria mais tarde, peguei a furadeira para teste ao lado da gôndola e com ela em punho, virei calmamente de frente à ele, e respondi com o dedo no gatilho da furadeira.
-Só conserto aquilo que precisa ser consertado!
A reação dele foi de apreensão, ele sutilmente jogava o tronco para trás como se quisesse se defender. Consentiu com a cabeça fazendo diversos "sims", seu sorriso foi esmorecendo, ficando amarelo até desaparecer totalmente, enquanto se afastava devagar. A furadeira continuava louca para invadir qualquer coisa que a encostasse. A coloquei no cesto de compras e trouxe tudo aquilo do mercado.
Voltei pra casa.
Ao descer no porão, fiquei puto. Tinha me esquecido de comprar a porra da pedra de afiar meu cutelo.
-PUTA QUE PARIU, MALDIÇÃO! COMO VOU AFIAR MEU CUTELO AGORA? MALDITA VACA! CARALHO!!
Na noite anterior, a grande pedra de afiar que eu tinha, arrebentei na cabeça de Sally para fazê-la dormir. Ela não parava de se mexer.
Meu cutelo não cortava nem o pão do café da manhã. Preciso afiar meu cutelo, vou usá-lo ainda hoje. Aconteceu isso devido aos cortes que tive de fazer para que Sally coubesse em meu freezer.
Amanhã quando for ao mercado eu compro. - Pensei.Sally era grande e gorda. Cortar todo aquele fêmur e as cartilagens foi dureza.
Cegou todo meu cutelo, MALDIÇÃO!
Sally, sua puta!---
*Continuação do conto, Susan, a Funcionária do Mês
**Uma amostra de quem é Sally. Jonas Green pode apresenta-la à vocês.
http://manchadevinho.blogspot.com.br/2012/01/o-encontro-com-sally-louca.html
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